GEOFORM: PEDRA DO NAVIO GEOSITE, BOM JARDIM – PE / GEOFORMA: GEOSSÍTIO PEDRA DO NAVIO, BOM JARDIM – PE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.66049/

Palavras-chave:

Geomorfossítio, Geopatrimônio, Pernambuco

Resumo

A imagem evidencia o Geossítio Pedra do Navio, situado no município de Bom Jardim (PE). O afloramento corresponde a um expressivo matacão de composição sienítica, inserido na unidade geomorfológica do Planalto da Borborema e, sob o ponto de vista geológico, vinculado ao Complexo Bom Jardim. Petrograficamente, trata-se de uma rocha ígnea plutônica de composição alcalina, caracterizada pelo baixo teor de quartzo e pela presença abundante de fenocristais de feldspato potássico (K-feldspato), que conferem textura porfirítica e elevada expressividade estética. Essa composição mineralógica particular, relativamente incomum em determinados contextos regionais, contribui para seu relevante valor científico e econômico. Do ponto de vista geomorfológico, a morfologia atual do afloramento resulta da atuação prolongada de processos de intemperismo físico-químico associados à erosão diferencial. A desagregação seletiva dos minerais, aliada à ação climática, favoreceu a individualização do matacão e a esculturação de sua forma singular, cuja aparência remete à silhueta de uma embarcação. Tal configuração confere destaque paisagístico ao geossítio, tornando-o um marco geomorfológico regional. A litologia é explorada economicamente como rocha ornamental, comercialmente denominada “Marrom Imperial”, evidenciando a interface entre geodiversidade e uso antrópico dos recursos naturais. Contudo, a valorização econômica deve estar associada a estratégias de conservação, considerando que o afloramento constitui geopatrimônio de elevada relevância científica, didática e turística. Sob a perspectiva da geoconservação, ainda se fazem necessárias ações estruturantes voltadas ao gerenciamento ambiental da área, tais como: implantação de sistema de coleta seletiva de resíduos; ordenamento e controle do fluxo de visitantes; adequação de espaços para recepção turística segura e planejada; e implementação de estacionamento apropriado. Recomenda-se, igualmente, a instalação de painel interpretativo ilustrado contendo informações científicas sobre a geologia, a geomorfologia e a relevância ambiental do afloramento. Nesse contexto, o geossítio destaca-se como área estratégica para a geoeducação, favorecendo o ensino, a interpretação da paisagem e a sensibilização ambiental.

Biografia do Autor

  • Ítalo Rodrigo Paulino de Arruda, UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

    Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Geociências/CTG/UFPE. Mestre pelo Programa de Pós Graduação em Geografia - PPGEO/UFPE. Licenciado em Geografia (DCG/CFCH) pela Universidade Federal de Pernambuco. Licenciatura em Pedagogia. Especialista em Metodologia do Ensino da Geografia, Docência no Ensino Superior e em Gestão e Educação Ambiental pela Uniasselvi - Polo Carpina/PE. Estudante de Bacharelado em Geografia - DCG/CFCH/UFPE. Atua na área de Geografia Física. Participante/Colaborador no Grupo de Estudos em Mapeamento Geomorfológico e do Quaternário Continental (GEODEQC) e do Grupo de Pesquisa em Geotecnologias Aplicadas a Geomorfologia de Encostas e Planícies (ENPLAGEO) com ênfase na Geomorfologia do Nordeste. Participante/Colaborador no Grupo de Pesquisa em Geodiversidade de Pernambuco - UFPE e UPE. Tem experiência na área de Geociências (Geografia Física) atuando principalmente com os temas: geomorfologia, geologia, Período do Quaternário, mudanças ambientais, Geopatrimônio, Geodiversidade, Geoconservação, Geoturismo, Ensino, Educação e novas Práticas Pedagógicas.

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Publicado

2026-08-02