ANALYSIS OF GEOMORPHOLOGICAL RISKS IN THE VILA ITAMAR AND RECANTO VERDE NEIGHBORHOODS, SÃO LUÍS - MA / ANÁLISE DOS RISCOS GEOMORFOLÓGICOS NOS BAIRROS VILA ITAMAR E RECANTO VERDE, SÃO LUÍS - MA
DOI:
https://doi.org/10.66049/Palavras-chave:
Vila Itamar. Recanto Verde. Riscos Geomorfológicos. Movimento De Massa. InundaçãoResumo
O presente trabalho analisa os riscos geomorfológicos presentes nos bairros Vila Itamar e Recanto Verde, em São Luís – MA, com foco nos processos de movimento de massa e inundação. A pesquisa discute conceitos como risco, perigo, vulnerabilidade e desastre, ressaltando que esses fenômenos são intensificados pela forma como o espaço urbano é ocupado, principalmente em áreas periféricas carentes de infraestrutura. Para realizar o estudo, foram utilizados revisão bibliográfica, análise de documentos oficiais do Serviço Geológico do Brasil, trabalhos de campo com registros fotográficos e aplicação de fichas de caracterização físico-natural e estrutural e de inundação, além do uso de ferramentas de geoprocessamento para identificação dos setores de risco. Os bairros analisados fazem parte da Bacia Hidrográfica do rio Bacanga e apresentam ocupação crescente desde a década de 1980. A pesquisa identificou setores com risco acentuado de deslizamento e erosão, marcados por encostas com alta declividade, presença de lixo e entulho, ausência de contenção e existência de fossas e canaletas direcionadas para áreas de curso de água. Também foram encontrados fatores que aumentam o risco de inundação, como falta de drenagem adequada, esgoto a céu aberto, impermeabilização das margens e proximidade de moradias à encosta. Os resultados indicaram diferentes níveis de exposição aos riscos de movimentos de massa e de inundação nos setores, considerando a quantidade de domicílios expostos. Em relação aos movimentos de massa, o setor 3.1 apresentou Índice de Exposição Baixa, enquanto o setor 1.4 registrou Índice de Exposição Média. Já o setor 1.1 apresentou Índice de Exposição Alta, evidenciando maior suscetibilidade a processos de instabilidade de encostas, associada à ocupação irregular e às características físico-naturais do terreno. Enquanto, no que se refere aos processos de inundação, os setores 1.2, 2.3 e 3.5 apresentaram Índice de Exposição Muito Baixa, indicando menor propensão à ocorrência de alagamentos. Os setores 1.3 e 2.2 foram classificados com Índice de Exposição Baixa, enquanto o setor 3.4 apresentou Índice de Exposição Média. Já os setores 2.1, 2.4 e 3.3 registraram Índice de Exposição Alta, refletindo condições mais críticas relacionadas à deficiência da drenagem, à impermeabilização do solo e à ocupação de áreas suscetíveis. A aplicação dos índices de exposição permitiu mapear os setores mais vulneráveis, revelando áreas com alta instabilidade e necessidade urgente de intervenção.
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